Todos aqueles que trabalham nas escolas de referência percebem que a relação entre docentes ouvintes e docentes surdos nem sempre é pacífica, quando ambos trabalham em parceria.
Todos aqueles que trabalham nas escolas de referência percebem que a relação entre docentes ouvintes e docentes surdos nem sempre é pacífica, quando ambos trabalham em parceria.
Já falamos aqui de tantas comemorações, que é tempo de mudar de tema. Mas antes disso, falta falar de Paranhos. Vou contar então como foi.
Em primeiro lugar, os alunos do 5ºS apresentaram uma dramatização:
O Capuchinho Vermelho Surdo
Um capuchinho especial que deixa o lobo embaraçado. Afinal isto não estava previsto na história. Palavras ameaçadoras para quê, ela não ouve. Palavras mansas também não servem de nada. Este Capuchinho deixa o lobo fora de si, pois não percebe nada do que ele diz.
Depois foi tempo de poesia, expressividade e emoção:
A magia das mãos(7ºS) O silêncio (8ºS)
E por fim, muitas, muitas anedotas, contadas pelos alunos e não só.
Duas delas podem ser encontradas no livro "Surdos, 100 piadas". A primeira é sobre preservativos... cuidado para não ferir susceptibilidades nas mulheres surdas. A segunda é sobre uma árvore que é diferente das outras. Todas caíam ao grito dos lenhadores, menos uma. Porque será que era tão teimosa? Era surda, é claro!
Muitas gargalhadas animaram este dia em Paranhos. E no fim de tanta diversão, a lembrança necessária: a LGP é uma disciplina tão importante como as outras, exige dos alunos o mesmo empenho e dedicação. Não é por serem surdos que vão pensar que é fácil e que não exige tanta atenção. Os alunos ouvintes nunca deixam de aprender português, desde que entram até que saiem da escola. Os alunos surdos devem seguir o mesmo percurso na disciplina de LGP, pois só assim podem desenvolver o domínio daquela que é a sua primeira língua.
Já aqui falamos de vários eventos que assinalaram o Dia da LGP, em Portugal e mais particularmente no norte do país. É interessante saber também como foi nos Açores e na Madeira.
Nos Açores, as comemorações decorreram na Escola Básica de Arrifes, uma escola de referência para alunos surdos em Ponta Delgada. Aí tiveram lugar várias actividades que contaram com a presença de alguns deputados da região.
Na Madeira, a forma de assinalar o evento foi diferente do habitual. A comunidade surda levou a cabo diversas acções de sensibilização nos cafés do Funchal. O objectivo foi levar a língua gestual aos ouvintes, fazê-los tomar contacto com expressões simples do dia-a-dia como pedir um café, dizer "bom dia" ou simplesmente "obrigado".
Comemoramos o Dia Nacional da Língua Gestual Portuguesa e foi muito divertido. Foi mais do que um dia, foi uma semana. Todos os meninos da escola participaram e gostaram de viver estes dias.
Da parte de tarde, nós os meninos Surdos, os ouvintes da pré e os primeiros anos, brincamos muito e fizemos jogos com as palhaças Surdas.
Meninos Surdos da Escola EB1/JI do Covelo
Caros colegas e interessados,
Como sabem a dificuldade de implementação do Ensino Bilingue a Surdos no nosso país tem tido um caminho bastante difícil, no entanto, consideramos que não são os fundamentos teóricos que estão errados e sim a aplicação destes à realidade. Por essa razão efectuámos, no CEDJRP, no ano lectivo transacto, uma profunda reflexão sobre a aplicação deste modelo e considerámos ser urgente, a criação de uma estrutura de suporte para que o Ensino Bilingue seja uma realidade e não uma utopia. Assim, é para nós uma prioridade, a criação e produção de materiais bilingues desde o ensino Pré-Escolar ao Ensino Secundário. Em Julho de 2009 já produzimos um DVD em LGP de acessibilidade dos surdos aos museus, que estará acessível ao público, em geral, brevemente.
Hoje será, então, lançado o primeiro DVD dos Reis de Portugal em LGP, dando início à produção de vários materiais bilingues que se seguirão.
Assim, de 16 a 20 de Novembro o CED Jacob Rodrigues Pereira irá comemorar a semana da Língua Gestual Portuguesa com variadíssimas actividades desde o Pré-escolar ao ensino secundário.
Destacamos o dia 16 onde lançaremos um DVD dos Reis de Portugal em LGP. Este trabalho, como já referimos, vem na sequência de um amplo projecto de criação de materiais de suporte ao Ensino Bilingue desenvolvido pelo CEDJRP- Casa Pia de Lisboa.
Esta produção de materiais bilingues está sob a coordenação da Unidade de Investigação e do Departamento de LGP.
Este é apenas o primeiro passo de um trabalho, que temos consciência, levará vários anos a efectuar e que no fundo nunca estará concluído...
Um abraço a todos,
Paulo Vaz de Carvalho
Hoje, dia 15 de Novembro de 2009, o JN publicou uma notícia sobre o dia nacional da Língua Gestual. O texto salienta a necessidade de criar a oferta de LGP como disciplina curricular.
A notícia fala, também, sobre Lamaçães e a educação de alunos surdos
Aqui vai o link:
http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedad
Sexta-feira passada, dia 13 de Novembro, comemorou-se no Agrupamento de Escolas de Lamaçães, o dia nacional da Língua Gestual. Todas as escolas de referência (Jardim-de-Infância Brácara Augusta, EB 1 do Bairro Económico e EB 2,3 de Lamaçães) festejaram com as suas comunidades educativas.
Na Escola EB 2,3 houve um momento de poesia em LGP, na Biblioteca.
Mas o ponto alto desta festa aconteceu no fim do dia com uma festa-convívio em que participaram pais, familiares e amigos dos alunos surdos. Foi tão concorrida a nossa festa que a sala onde a fizemos quase não conseguiu conter tamanha alegria e participação.
Aqui vai o programa:
Como já foi referido no post anterior, decorreu ontem na FPCEUP uma conferência destinada a assinalar o Dia Nacional da LGP. Falou-se de tudo um pouco, da LGP na saúde, na sociedade, na comunicação social e na educação. Os problemas apontados foram os mesmos de sempre, mostrando que ainda há um longo caminho a percorrer nas diversas áreas.
São dias de festa para os surdos. Pelo décimo segundo ano, celebra-se o reconhecimento da Língua Gestual Portuguesa na alteração à Constituição realizada em 1997.
Ainda a propósito do Dia Nacional da LGP, gostaria de lembrar aqui alguém que, embora sendo ouvinte, teve um papel crucial no reconhecimento da Língua Gestual Portuguesa. Estou a referir-me a Maria Augusta Amaral, doutorada em Linguística Aplicada pela Faculdade de Letras de Lisboa, investigadora na área da linguística da Língua Gestual Portuguesa e da educação bilingue para alunos surdos e directora do Instituto Jacob Rodrigues Pereira entre 1992 e 2007. Juntamente com Amândio Coutinho, Maria Augusta Amaral fez parte do grupo de trabalho que levou ao reconhecimento da LGP pela Constituição Portuguesa.
Comemora-se todos os anos o Dia Nacional da LGP. Esta data pretende celebrar o dia em que foi criada a Comissão Para o Reconhecimento e Protecção da Língua Gestual Portuguesa e Defesa dos Direitos das Pessoas Surdas. Esta comissão foi criada em 15 de Novembro de 1995 e dela faziam parte várias associações representativas das pessoas surdas, familiares de surdos, jovens surdos, intérpretes de LGP, bem como professores e técnicos que trabalham com alunos surdos. Todos estavam unidos em torno de um objectivo comum. Foi graças a esta comissão que se conseguiu o reconhecimento da Língua Gestual Portuguesa, pela 4ª revisão da Constituição da República Portuguesa, em 1997.
Durante o tempo em que vigorou o Decreto-Lei 319/91 tornou-se um hábito dispensar os alunos surdos da frequência da disciplina de Inglês. Por vezes, nem sequer se analisava se o aluno tinha dificuldades de aprendizagem ou não. Bastava ser surdo para obter essa dispensa e as horas dessa disciplina eram direccionadas para aulas de apoio a Língua Portuguesa. Partia-se do pressuposto de que se os alunos surdos tinham bastantes dificuldades a Português, também as teriam às Línguas Estrangeiras. Mais valia dedicar mais tempo à Língua Portuguesa, para ver se, pelo menos essa língua, eles conseguiam dominar minimamente. Nunca ninguém propunha a dispensa de outras disciplinas, era sempre o Inglês e o Francês.
Considero que a motivação interior é a base principal para o sucesso dos nossos alunos. Se eles não acreditarem, nunca chegarão lá. Mas se acreditarem, todas as possibilidades estarão em aberto e o futuro será certamente diferente.
Para responder às necessidades especiais de encontro, partilha e reflexão de todos os que se envolvem na Educação Especial, Sábados Especiais é um programa de (auto)formação do Gabinete de Acompanhamento à Educação Especial da DREN, com a colaboração das Escolas e outras instituições.
Pesem o que pesem as alterações climáticas e o aquecimento global, parece que o que aí vem é Inverno e frio e chuva. Sendo que agora o tempo é de pantufas, só resta a lembrança do calorzinho e das liberdades do Verão.
Passe a publicidade, e porque hoje é sábado, deixo aqui um anúncio que nos cultiva essa saudade. A justificação é que… tem quadradinho para o tradutor de LIBRAS.
Profissão divertida, né? Mas com os seus perigos…
Foi publicado no domingo, no jornal Estado de Minas, de Belo Horizonte, o artigo da autoria de Flávia Ayer que, sob o título «Solidariedade e fé movem a família Gontijo», transcrevemos abaixo. Fala-nos de determinação e da importância de não baixar as expectativas. Querem ler?
Fotografia de Marcos Michelin para EM/D.A PRESS
Nas aulas de Língua Portuguesa enquanto Língua Materna, os alunos ouvintes aprendem a classificar morfologicamente as palavras, mas nunca aprendem qual é a preposição que se usa com determinado verbo, porque esse é um conhecimento que adquirem de forma natural e espontânea, sem necessidade de aprendizagem formal.
Quando começam a aprender Inglês, já sentem necessidade de efectuar essa aprendizagem, porque a língua é diferente e a preposição que se escolhe pode mudar o significado de um verbo. É por isso que existem os dicionários de Phrasal Verbs.
A Associação de Formadores de Monitores Surdos, AFOMOS, com a colaboração da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade do Porto e da Associação de Surdos do Porto, comemora o Dia Nacional da Língua Gestual Portuguesa com a Conferência «Eis as Questões em LGP», no próximo dia 14 de Novembro, no Auditório da FPCEUP.
É uma sugestão para praticar a leitura partilhada de histórias. As aventuras poéticas de um gato feliz e inspirado são apresentadas num livro pensado para o acesso à leitura, numa combinação apurada de texto e imagem.
O Gato Gatão, poeta de profissão é um livro de Graça Breia e Raquel Pinheiro (ilustração), que tem um sítio (http://www.raquelpinheiro.net) e um blogue (http://raquel-pinheiro.blogspot.com/) que pedem a visita. Edição CERCICA (http://www.editoracercica.com/index.html).
A investigação sugere que a leitura partilhada de histórias, diária, contribui para o desenvolvimento precoce da linguagem infantil e para o desenvolvimento da literacia. A partilha regular de livros de histórias na escola também parece compatível com o desempenho académico, a aprendizagem da linguagem e da literacia.
Ainda sobre o Regresso a Salamanca e o especial relevo que a Conferência concedeu à aplicação do artigo 24 (Educação) da Convenção da Organização das Nações Unidas sobre os Direitos das Pessoas com Deficiências (UNCRPD) e também porque no post sobre a Convenção nos referimos a uma tradução não oficial do documento, transcrevemos de seguida o texto oficial do artigo, retirado do Diário da República, 1.ª série — N.º 146 — 30 de Julho de 2009, que publica a Resolução da Assembleia da República n.º 56/2009, aprovada em 7 de Maio:
Arrancaram em Setembro e vão rolar até Janeiro ou Fevereiro do próximo ano. Quatro estudantes alemães, surdos e ouvintes, organizaram uma aventura para percorrer Brasil, Bolívia, Peru e Equador em tandem (e outros meios de transporte). No percurso, incorporam jovens surdos locais e com eles pretendem concretizar cerca de dez workshops em escolas, relacionados com a divulgação das línguas gestuais. O objectivo é acabar com os preconceitos ainda existentes em relação aos surdos e mostrar às crianças ouvintes que os surdos podem comunicar, compartilhar pensamentos e ideias, até com pessoas de outros continentes, através das línguas gestuais.
Os participantes na Conferência Mundial sobre Educação Inclusiva, que reuniram na passada semana (21 a 23 de Outubro de 2009), em Salamanca, aprovaram uma resolução em três pontos, de que damos aqui conhecimento:
Falando ainda de representações sociais, quero apresentar aqui um outro filme. Desta vez não é de surdos sobre ouvintes, mas de ouvintes sobre os intérpretes de língua gestual.
A escola pode esperar, a vontade de aprender é que não. O jardim-de-infância não é a escola e não deve descaracterizar-se nem organizar-se com os princípios que correspondem a outras fases, posteriores, do desenvolvimento. Até porque, enquanto a escola espera, não há tempo a perder, que o se deve viver aos dois, aos três, aos quatro e aos cinco anos tem que ser vivido na idade e plenamente. Ou seja, brincar, que é uma coisa muito séria nestas idades (e nas outras).
As crianças surdas são muito diferentes umas das outras, mas têm todas as mesmas necessidades: precisam de desenvolver precocemente as competências de comunicação numa língua que lhes permita representar-se e representar o mundo e precisam de o fazer numa língua acessível e de aceder à segunda língua a partir da língua que conhecem melhor, desenvolvendo uma literacia do português escrito e uma expressão oral de acordo com as suas capacidades. Precocemente.
Um comercial produzido na Tailândia:
É a história de uma menina Surda que aprende a tocar violino contra todos os reveses, principalmente de uma colega pianista e maldosa.
É um comercial de shampoo, da Pantene com a temática "lição de vida", mostrando *o que se pode fazer com o coração*.
Nenhuma referência é feita ao produto (shampoo) até o fim do comercial: "Você pode brilhar".
Os ouvintes têm representações sociais sobre os surdos e os surdos também as têm sobre os ouvintes. Inspirado em Monty Pyton, Charlie Swinbourne decidiu fazer um sketch em língua gestual, com um argumento centrado nas vivências das pessoas surdas. Estou a falar de “Four Deaf Yorkshiremen”. Este filme dá-nos a conhecer as dificuldades por que passaram quatro surdos irlandeses, desde a infância até à idade adulta, e deixa implícita uma certa visão sobre os ouvintes.
Departure Lounge é uma curta-metragem realizada por Louis Neethling e produzida pela BSLBT (British Sign Language Broadcasting Trust), que conta com a participação de vários actores surdos.
Já pensaram em um mundo totalmente adaptado às pessoas "com incapacidade"? Um mundo em que não ter "incapacidade" fosse "fora do comum"? Este anúncio francês dá uma idéia de como seria.
A votação electrónica tem revelado propensão para vulnerabilidades de segurança cuja resolução é complexa, como se verificou em experiências de votação electrónica noutros países, com particular destaque para as da Alemanha, EUA, Holanda e Irlanda, onde a votação electrónica foi suspensa ou substancialmente reformulada.
O principal interesse em considerar um projecto de voto electrónico em Portugal seria a sua possível contribuição para permitir a votação de cidadãos que se encontrem longe do local da sua mesa de voto no Dia das Eleições, o chamado "voto em mobilidade". Na verdade, uma possível facilitação da contagem de votos por meios electrónicos tem pouco interesse em Portugal, já que a contagem dos votos tradicionais em papel termina em geral menos de 6 horas após encerradas as urnas, e a introdução generalizada de votação electrónica tem elevados custos, envolve uma organização logística complexa e levanta problemas de segurança informática e de garantia de secretismo do voto. Acontece que também é possível criar um sistema de “voto em mobilidade” em papel realizando-o uns dias antes do Dia das Eleições (ver sistema simples e económico de “votação em mobilidade” em papel), pelo que a introdução de voto electrónico só é necessária para o “voto em mobilidade” se for considerado que este se deve realizar também no Dia das Eleições. Contudo, mesmo neste caso, deverá ser cuidadosamente ponderado se essa possibilidade compensa os custos e problemas de um sistema de voto electrónico.
Apesar da utilização de votação electrónica em eleições políticas ter sido iniciada há mais de 30 anos – na Holanda – e cerca de 25 países terem realizado experiências de votação electrónica de vários tipos, em quase metade deles iniciadas há mais de 10 anos, a sua utilização regular é presentemente muito restrita. Apenas 4 países (Brasil, Índia, Estónia, Venezuela) usam hoje em dia (em 2008) votação electrónica directa em todos os locais (na Estónia pela Internet), e só dois outros países a usam com razoável incidência (cerca de 50% na Bélgica em 2004 e 2007; 38% nos Estados Unidos da América, em 2006). Acontece que destes países, só na Estónia a votação pode ser feita pela Internet, exigindo os outros países a votação em máquinas instaladas em assembleias de voto sem ser possível o “voto em mobilidade”.
Mesmo a disponibilização da votação pela Internet para cidadãos residentes no estrangeiro em países onde podem votar por correspondência tem sido rara: além obviamente da Estónia, e em parte dos 3 cantões Suíços onde foi iniciada a introdução da votação pela Internet, foi possível na Holanda em 2004 e na França em 2006.
Os problemas de segurança que podem ocorrer levaram vários países a atrasar ou interromper a introdução de votação electrónica e, alguns, a abandoná-la, sendo o caso mais marcante a Holanda que, depois de um crescimento progressivo ao longo de mais de 30 anos ter levado em 2002 à disponibilização quase plena de votação electrónica em máquinas nas assembleias de voto, resolveu bani-la completamente em Maio de 2008 e regressar à votação em papel.
Deve o formador de Língua Gestual Portuguesa participar na aula da disciplina de Português como L2 para alunos surdos?
Todos os professores que leccionam Língua Portuguesa como segunda língua aos alunos surdos se debatem com dois grandes problemas: por um lado a falta de programa e por outro a falta de manuais específicos. Surgem por isso dúvidas quanto ao caminho a percorrer.
No ano transacto, iniciou-se na Escola EB1/JI do Covelo, Agrupamento Eugénio de Andrade, um projecto de intervenção precoce para as crianças surdas, a partir dos 0 anos de idade. O apoio é prestado também às famílias, pois estas carecem de formação em LGP e de orientação quanto à forma como educar os seus filhos surdos. Como é uma iniciativa de crucial importância, consideramos que é necessária a sua divulgação. Pedimos por isso à equipa responsável por este projecto para falar um pouco sobre ele. É importante que todos saibam da sua existência para que cada vez mais crianças surdas possam beneficiar deste serviço. Os pais, os profissionais ligados à saúde e os profissionais ligados à educação, têm um papel fundamental no encaminhamento destas crianças. Desse encaminhamento precoce depende um percurso com menos barreiras e menos dificuldades no futuro.
É importante que o encaminhamento se faça. O espaço é bonito e acolhedor. Deixo aqui imagens da sala e o contacto:
Sala de Intervenção Precoce para Crianças Surdas
Escola EB1/JI n.º28 do Covelo
R. Dr. Adriano de Paiva
4200-014 Porto
Telefone/ Fax: 225511936
E-mail: info@eb1-porto-n28.rcts.pt
Susana Capitão é uma jovem terapeuta da fala que, contudo, tem já uma considerável experiência de trabalho com crianças surdas e, o que é mais, uma prática construída quotidianamente na escola inclusiva. Acaba de publicar, na revista Diversidades, «Terapia da Fala no Mundo da Surdez», um artigo que dá exactamente conta desse saber vivido e da uma profunda reflexão sobre a aquisição da língua oral no contexto do desenvolvimento global das crianças surdas. Tem, por isso um discurso que se distancia da visão dominantemente clínica que persiste ainda no discurso de uma parte considerável destes técnicos que, não por acaso, são formados a partir das estruturas da saúde (ou deveria dizer da doença?).
Temos falado aqui de bibliotecas escolares e de bibliotecas online e sobre a importância de promover o interesse pela leitura. Daí o destaque de alguns livros destinados a diferentes idades, que contêm em termos temáticos referências à cultura e identidade surdas.
No seguimento do post anterior, e continuando a falar dos alunos da professora Neiva de Aquino Albres, há um outro aluno que também concorreu ao Bibliofilmes 2008 e que, embora não tenha sido o vencedor do primeiro prémio, também merece o nosso destaque.
Existem muitas formas de motivar os alunos para a leitura. Tanto os pais como os professores são elementos fundamentais nesse processo, ao se constituírem como mediadores entre a criança e o livro.
Quero deixar aqui o testemunho de uma professora de Língua Portuguesa (L2), do Instituto Santa Teresinha, de São Paulo, no Brasil. Ela partilha connosco a metodologia que usa para promover o gosto pelos livros junto dos seus alunos:
Dois projectos desenvolvidos por estudantes surdos do ensino secundário de uma escola brasileira foram seleccionados pelo Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica Júnior (BIC-Jr) do Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (Cefet-MG). Os projectos são inovadores porque, segundo a nossa fonte (Ministério da Educação do Brasil), é a primeira vez que o programa atribui bolsas a surdos.
Hoje o destaque não vai para um livro, mas para o último número da Revista Diversidades. A Revista da Direcção Regional de Educação Especial e Reabilitação da Madeira (DREER) contempla desta vez a surdez em todas as suas vertentes, numa abordagem bastante completa desta temática.
Língua Gestual Portuguesa e Bilinguismo
Marta Morgado e Mariana Martins
O Ensino do Português num Contexto de Educação Bilingue
Maria do Céu Gomes
Português como Segunda Língua
Eduardo Cabral
Terapia da Fala no Mundo da Surdez
Direitos Linguísticos, Acessibilidade e Cidadania. Spread the Sign e Profacity.
A Educação de Surdos na RAM (Região Autónoma da Madeira)
APADAM: Um Sonho em Construção!
Convivendo com a Surdez…
Rui Pinheiro
Surdez: Outra Dimensão da Psicologia
Susana Spínola
Aprender… Nunca é demais!
Luís Miguel Moura Costa
Nestes meus destaques de livros, não poderia deixar de mencionar aquele que marcou de forma determinante o meu envolvimento profissional com a educação de surdos. Estou a falar de “O Grito da Gaivota”, de Emmanuelle Laborit.
Este é um outro livro de referência para a comunidade surda. A autora é Marta Morgado, que com esta história pretendeu prestar uma homenagem a todas as crianças surdas, oriundas de países africanos, que deixaram as suas famílias para vir estudar para Portugal.
«-Nos surdos, há os surdos que falam e os surdos que não falam. Nos surdos que falam, há os surdos que falam e gestuam e os surdos que falam mas não gestuam. Nos surdos que não falam, há os surdos que não falam mas gestuam e os surdos que não falam nem gestuam. e depois, nos surdos que falam, há os surdos que falam e que escrevem e o surdos que falam mas que não escrevem. E nos surdos que não falam, há os surdos que não falam mas que escrevem e os surdos que não falam nem escrevem. Portanto, nos surdos que falam mas que não gestuam, há os surdos que falam mas não gestuam e os surdos que falam mas não gestuam e escrevem e os surdos que falam mas não gestuam nem escrevem. E portanto, nos surdos que falam e gestuam, há os surdos que falam, gestuam e escrevem e os surdos que falam, gestuam mas não escrevem. E ainda, nos surdos, há os surdos que ouvem alguma coisa e os surdos que não ouvem nada. E portanto, como consequência, nos surdos...
No seguimento do post anterior, quero falar hoje de um dos livros mais usados pelos docentes de LGP nas suas aulas. Estou a referir-me à banda desenhada, “Léo, o Puto Surdo”, um dos livros que, na minha opinião, devia fazer parte das bibliotecas escolares das Escolas de Referência.
Outubro é o Mês Internacional da Biblioteca Escolar, este ano subordinado ao tema “School Libraries: The Big Picture”. Durante este mês, as bibliotecas escolares têm por norma organizar um conjunto de actividades, envolvendo toda a escola e a comunidade em que esta se insere, de modo a motivar todos para a importância da leitura.
A primeira solução destina-se principalmente a pessoas com deficiência motora ou com pouca destreza que não consigam marcar o voto manualmente. Para esse efeito desenvolvermos uma aplicação informática algo semelhante à utilizada na Eslovénia nas passadas eleições europeias - o TOPVOT (http://www.topvoter.com/ ). Neste caso o voto será impresso numa vulgar impressora, com uma cruz desenhada manualmente e posteriormente digitalizada. O sistema também pode ser usado por pessoas cegas, com baixa visão ou analfabetos pois possui voz e a interacção é feita tocando em apenas dois botões ou teclas (uma tecla/botão vai avançando na lista dos partidos e a outra selecciona).
A segunda solução, muito simples, destina-se a pessoas com deficiência visual e inspira-se numa experiência realizada nos EUA com material não electrónico. Trata-se do Vote-PAD: Voting-on-Paper Assistive Device (http://www.vote-pad.us). Neste caso teremos uma matriz transparente que é colocada por cima do boletim de voto e que possui apenas uns pinos ou bolas ao lado de recortes coincidentes com as quadrículas do boletim de voto. A informação sobre a ordem dos partidos no boletim (que será contada tacteando os pinos ou bolas) pode ser fornecida com um vulgar gravador de áudio ou leitor de CDs, com texto ampliado ou em Braille.
Junto em anexo fotografias dos dois sistemas.
O meu nome é David Fonseca, sou finalista do pioneiro Curso a nível Europeu de Engenharia de Reabilitação e Acessibilidade Humana, na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, assim como sou também fundador e actual Presidente do NAERA – Núcleo de Alunos de Engenharia e Reabilitação e Acessibilidade Humana da mesma Universidade.
O meu percurso académico iniciou-se através da frequência do Curso de Engenharia Informática, onde encontrei diversos entraves e barreiras de aprendizagem como pessoa Surda. A falha de comunicação, falta de intérpretes de Língua Gestual, professores mal preparados para as pessoas Surdas foram alguns dos meus problemas. Estes factos, conjugados com o real interesse pela área em que estou inserido, fizeram-me optar pelo curso que actualmente frequento.
A Engenharia de Reabilitação é a profissão ou actividade orientada para aplicação da ciência e da tecnologia na melhoria da qualidade de vida de populações com necessidades especiais, nomeadamente, pessoas com deficiência, idosos e acamados em áreas abrangentes como o acesso a tecnologias e serviços conexos, educação, emprego, saúde e reabilitação funcional, transportes, vida independente e recreação.
É neste contexto que, no ano de 2003, começam a surgir as primeiras linhas orientadoras que viriam a dar lugar à formação da primeira Licenciatura Europeia em Engenharia de Reabilitação e Acessibilidade Humanas. Esta iniciativa pioneira vem de encontro ao que já havia sido desenvolvido noutras partes do mundo, mas que ainda não havia sido concretizada numa Licenciatura.
Concluído o Curso, os futuros Engenheiros de Reabilitação têm como principal objectivo demonstrar o impacto de mudar a sociedade, tal como: encontrar e desenhar soluções específicas e à medida para os mais diversos problemas funcionais de pessoas com deficiência; promover a acessibilidade integral na sociedade a todos, incluindo aqueles que têm necessidades especiais; contribuir para a criação e desenvolvimento de instrumentos e tecnologias que facilitem, optimizem e prolonguem a funcionalidade de pessoas com deficiência, estimulando também a criatividade na área tecnológica e de design; fomentar a partilha de conhecimento especializado e de experiências entre profissionais e pessoas com necessidades especiais.
As Pessoas Surdas viram-se constrangidas a viver à margem no quotidiano. Tinham a barreira da comunicação e não lhes era permitido visitar museus, consultar o médico ou serem recebidas nos serviços públicos. As barreiras que se interpunham entre elas e estes serviços e bens eram de tal forma condicionadoras do seu estatuto de cidadania.
O recurso às novas tecnologias para os Surdos é fundamental. Recuando no tempo, a tecnologia utilizada para o auxílio do Surdo não há muitos anos, resumia-se ao”pager”, um dispositivo no qual o surdo podia receber uma determinada mensagem escrita no seu receptor. O Telefone de Texto, que ainda hoje se encontra actual, permitia que quem possuísse dois desses equipamentos pudesse comunicar, tal e qual como através de um chat na internet. Nos dias de hoje, existe um maior leque de opções para o Surdo, bem como a preocupação de promover o aparecimento de tecnologias de apoio economicamente mais acessíveis a todos, assim como avaliar proactivamente o impacto de tecnologias emergentes.
Actualmente existe já uma ampla rede de novas tecnologias de apoio ao Surdo que já são utilizadas um pouco por todo o mundo, através da tecnologia 3G, que possibilita juntar num só aparelho texto, voz, internet, Messenger, e-mail, vídeo-conferência e SMS. Esta tecnologia permite que os surdos possam comunicar através da LG (Língua Gestual).
Agora é possível que em qualquer parte do país ou do mundo, dois surdos possam comunicar sem ter que pedir ajuda a ninguém, o que por vezes nem sempre é possível…
De facto, até mesmo quem mais deveria dar o exemplo, demonstra falhas inconcebíveis, uma vez que o governo e as entidades reguladoras deixam passar em claro situações como a falta de tradução de LGP (Língua Gestual Portuguesa) nos telejornais da estação pública e legendas em todos os programas. Não nos podemos limitar a tentar ler nos lábios…
É por isso de extrema importância influenciar os serviços do Estado e o sector económico para a necessidade de criar produtos, tecnologias, serviços e ambientes sem barreiras para pessoas com actividade limitada.
Os obstáculos e barreiras que encontramos diariamente são uma constante, por isso, devemos sensibilizar todos os seres-humanos para pensarem um pouco, porque, como muita gente diz, “mais vale prevenir do que remediar…” e não podemos voltar atrás pois a vida só tem um sentido! Por isso a acessibilidade deve ser OBRIGATORIA em todas as áreas.
Obrigado pela vossa atenção,
David Fonseca
Em baixo estão os videos da Comunicação:
Ninguém tem dúvidas de que uma das principais premissas para o sucesso de um projecto bilingue é o domínio da língua gestual, quer por parte dos pais das crianças surdas, quer por parte dos docentes que trabalham nas escolas. Sem esta base, todas as medidas anunciadas, por mais bem intencionadas que sejam, acabam por cair por terra.
O desenvolvimento linguístico começa em casa, no seio da família. É através da comunicação que se dá o primeiro contacto com o mundo, atribuindo-lhe significado. Se não existir um código linguístico comum com as pessoas mais próximas, a criança surda inicia um percurso de alheamento em relação à realidade existente, a aquisição da linguagem fica comprometida e o desenvolvimento cognitivo acaba por ser também afectado. A intervenção precoce junto da família é pois crucial.
“Temos que levantar os Surdos e defender a nossa língua”
Há pessoas que marcam a diferença e que conseguem, através da força do seu discurso, mobilizar esforços e sinergias e levar projectos para a frente. É sem dúvida o caso de Helder Duarte, uma figura carismática, que marcou e continua a marcar o percurso e as conquistas da comunidade surda.
Acabo de perceber que vlogging é vídeo blogging e que um vlog é um blogue de vídeo. É assim o vlog de Charles Katz, Travels with ChaRly.
Marta Morgado, outra das vozes surdas com o discurso mais articulado no presente, abriu a primeira mesa da tarde.
A segunda mesa do Congresso debruçou-se sobre a questão do Ensino Superior. A primeira oradora, Cláudia Gil, aluna da Licenciatura em LGP da ESE de Coimbra, deu conta de um inquérito realizado a nível nacional a alunos do ensino secundário e do ensino superior. Um dado relevante deste inquérito é o facto de mostrar que a maioria dos alunos surdos termina o secundário muito tarde, por volta dos 23 anos. Segundo Cláudia Gil, este atraso em termos etários deve-se ao facto de muitos surdos já entrarem tardiamente para o primeiro ciclo e na maior parte das vezes, sem uma língua adquirida. Por vezes a escola em que ingressam também não é facilitadora da aquisição dessa aprendizagem. E o aluno surdo vai acumulando dificuldades, vai fazendo um ano em dois anos. Depois é o que se vê. Com 23 anos, os alunos ouvintes já estão há imenso tempo na faculdade e os surdos ainda andam no secundário.
Mais de duzentos participantes assistiram no início da manhã à abertura do IV Congresso Nacional de Surdos. Armando Baltazar, presidente do Congresso abriu a sessão e abriu as questões que se colocam para o futuro da comunidade. Os discursos das entidades oficiais convidadas antecederam a primeira mesa do dia, dedicada à reflexão sobre as escolas de referência.
Os surdos não ouvem os cegos e estes não vêem gestos? A tecnologia está mesmo aqui à mão. Melhor, mão-na-mão. Já é assim que as crianças surdocegas aprendem a representar o mundo, mas esse é o mundo muito específico da surdocegueira.
“Era uma vez uma casa onde qualquer pessoa se podia declarar seu legítimo habitante. Onde cada um podia construir o seu espaço para se relacionar com a música. Onde todos tinham voz na descoberta e invenção de um infindável universo de melodias, ritmos e sons – uns muito antigos, outros a despontar. E a casa foi-se construindo numa diversidade de diálogos feitos na linguagem universal da Música…”
«Pensar no Presente, Perspectivando o Futuro».
Já aqui abordamos muitos temas, mas nunca a terapia da fala. Assim, decidi fazê-lo hoje. Mas, melhor do que eu para falar desta temática, é alguém ligado à área. Das muitas coisas que já li, há um texto que me interessou especialmente. Estou a referir-me ao artigo “Educação Bilingue para Surdos” de Ana Cláudia Lodi (2000), que está inserido num livro, todo ele dedicado ao papel da terapia da fala dentro de um contexto de educação bilingue.
Do Brasil, chegou-me a simpática informação de que o núcleo de concursos da Universidade Federal do Paraná (UFPR) disponibiliza em LIBRAS as instruções para o vestibular de 2010. Na página de entrada, um link dá acesso à página onde, em seis clips de vídeo, explicam o processo na língua dos surdos brasileiros (ver http://www.nc.ufpr.br/).
ADENDA
As comentadoras de serviço (obrigado, Margarida Santos, obrigado, Isabel Correia) enriqueceram o post acima, com a pertinência da opinião e alguns links. Como não funcionam nos comentários, vou acrescentá-los aqui, para que todos os consigam ver:
o sítio do Curso de Engenharia de Reabilitação da UTAD
http://www.engenhariadereabilitacao.net/s
o Poema em Língua Gestual Portuguesa, do Amílcar Furtado, divulgado neste blogue no Dia Mundial da Poesia, num post de Maria do Céu Gomes, em 21 de Março, claro.
o vídeo do Natal em LGP... vai esperar pela época própria, que não tarda, pode ser?
“Nós pertencemos ao “mundo do silêncio”. O nosso sonho, o nosso desafio é o de permitir aos surdos viver normalmente e com a mesma intensidade e emoção, a descoberta ou a exploração de terrenos extremos. A nossa prioridade e a nossa urgência são sensibilizar a opinião pública e a sociedade em geral para a situação real dos surdos hoje e no futuro. Nesta aproximação aos cumes e aos desertos selvagens, nós, os surdos, não procuramos a performance, nem os resultados desportivos, mas o privilégio de partilhar com os ouvintes a emoção da descoberta e as sensações da exploração.”
A nossa tendência é para, quando falamos de surdos, pensarmos principalmente naqueles que têm a Língua Gestual como primeira língua, mas como refere Misal, uma das comentadoras habituais deste blogue, convém não esquecer os surdos que utilizam a Língua Portuguesa no seu dia-a-dia, quer por opção própria, quer por opção dos pais. Muitos destes surdos são pós-linguísticos, ou seja, perderam a audição já depois de terem adquirido uma língua, na sua vertente oral e muitas vezes também escrita.
http://sulp-surdosusuariosdalinguaportug
Há um ano foram no Porto as comememorações nacionais do Dia Mundial dos Surdos. Organizada pela FPAS e pela ASP, uma marcha de surdos e não só percorreu as ruas da Invicta com as suas palavras de ordem.
Em Setembro de 1951, em Roma, a Federação Mundial dos Surdos (WFD) realizou o seu primeiro congresso mundial.
Nas eleições legislativas de 27 de Setembro o CERTIC vai realizar uma experiência piloto com uma interface áudio-táctil capaz de proporcionar independência e privacidade de voto a pessoas com deficiência visual, idosos e pessoas analfabetas. Essa experiência terá lugar na Escola Secundária S.Pedro em Vila Real durante a manhã, convidando os eleitores que já exerceram o seu direito de voto a simular o acto numa situação de incapacidade (por ex. com uma venda nos olhos) com a referida interface. Serão também convidados a participar nesta experiência os candidatos a deputados pelo círculo eleitoral de Vila Real.
Esta iniciativa conta com a colaboração do NAERA - Núcleo de Alunos de Engenharia de Reabilitação e Acessibilidade e pretende dar um contributo para as preocupações manifestadas na petição n.º 559/X/4.ª e a resultante Resolução da Assembleia da República n.º 72/2009 sobre soluções de acessibilidade institucionais e legais adequadas ao exercício pleno do direito de voto, aprovada no passado mês de Julho.
É verdade que existem muitas (in) acessibilidades para os surdos e para outras pessoas, portadoras de necessidades especiais. Muito se debate e legisla, mas as obras públicas e os acessos continuam a ser o que são…
O Correio do Minho publicou, eu li uma cópia na SurdoTV e fui em busca da fonte. É uma entrevista da jornalista Marlene Cerqueira a João Dantas, Director do Agrupamento de Escolas de Lamaçães, Braga, editada a 31 de Agosto e disponível no sítio deste jornal.
«Os surdos são os menos favorecidos nas intervenções de acessibilidade realizadas pelos gestores públicos para pessoas com deficiência. Como enxergam e caminham, acabam não sendo atendidos com obras físicas na cidade.»

A Conferência Internacional Sign Languages Around The World que se realizou em Portugal no dias 8 e o Workshop de Signwritting, 9 e 10 deste mês na Universidade Católica e na Faculdade de Letras de Lisboa trouxe a Portugal alguns dos maiores vultos da investigação em Linguística das Línguas Gestuais, como Wendy Sandler da Universidade de Haifa- Israel, Ronice Muller Quadros da Universidade de Santa Catarina, Diane Lillo Martin, Débora Chen Pichler da Universidade de Gallaudet, Sandra Faria da Universidade de Brasília e Adam Frost, um dos coordenadores do projecto Signwritting. A nível nacional destacou-se a presença do Professor Alexandre Castro Caldas e da Professora Ana Mineiro.
Os palestrantes apresentaram as suas últimas investigações na área da ´Linguística das Línguas Gestuais das quais se destaca a investigação de Wendy Sandler acerca da ABSL, uma língua gestual quase familiar de uma família de surdos que vivem no deserto. O nascimento e evolução desta língua tem sido acompanhada científicamente como aconteceu com a Língua Gestual da Nicarágua. Destacou-se, também, a apresentação da Ronice Quadros da licenciatura em Língua Gestual Brasileira (LIBRAS) em sistema E-Learning que já cobre todo o território brasileiro. Este sistema de licenciatura em E-Learning será aplicado em Portugal pela Universidade Católica ainda no presente ano lectivo.
Os restantes palestrantes apresentaram investigações sobre a ASL e LIBRAS, na área dos componentes não manuais das línguas gestuais e aspectos da aquisição da língua gestual como segunda língua.
Nos dias 9 e 10, Adam Frost realizou um workshop sobre o Signwriting.
Em suma, penso que a conferência correu bastante bem, no entanto, gostaria de ter visto mais pessoas ouvintes a assistir, já que os surdos compareceram em grande número, por outro lado, gostaria de ter visto como palestrantes, investigadores surdos e existem tantos como Paddy Ladd, os irmãos Supalla ou Tom Humphries e carol Padden... talvez para a próxima conferência...
Gostaria, também, e fazendo de advogado do diabo, que estas investigações se reflectissem mais na melhoria da educação de surdos...
Até breve,
Paulo Vaz de Carvalho.
É de 2004 o artigo assinado em conjunto por Orquídea Coelho, Maria do Céu Gomes e Eduardo Cabral, intitulado «Formação de Surdos: ao Encontro da Legitimidade Perdida.
O Secretário de Política Social anunciou, no passado dia 16, que, no próximo mês, o governo aprovará a criação de um centro de normalização linguística da língua gestual nacional. Eis como se faz uma manchete espantosa se fosse verdade.
A Direcção-Geral de Inovação e de Desenvolvimento Curricular (DGIDC) publicou um manual de apoio à prática para a educação bilingue de alunos surdos. O livro lembra que não basta legislar, é necessário concretizar na prática as orientações dadas, o que implica adequações a diferentes níveis organizacionais e no plano pedagógico.
Invocámos aqui L’Épée, na abertura deste blogue, a escola pública para os surdos, a língua gestual como língua de ensino e de aprendizagem. O seu método, dito francês, alastrou e influenciou, na Europa e na América do Norte, as escolas que surgiram nos fins do séc. XVIII e inícios do séc. XIX e Per Aron Borg (1776-1839) é um duplo herói nesta história.
A SURDOTV também não dispensa a visita: http://surdotv.com/tv/.
Investigadores do Grupo de Tecnologia da Fala da Universidade Politécnica de Madrid e da Fundação CNSE (Confederación Estatal de Personas Sordas) desenvolveram o primeiro sistema de tradução da voz para LSE (Lengua de Signos Española).
Espanha já tem um serviço de vídeo-interpretação em LSE, disponível e gratuito para as pessoas surdas ou com perdas auditivas.
Estamos em pleno regresso às aulas, mais um ano pela frente em que a educação de surdos constituirá um desafio, desafio para fazer melhor e para concretizar objectivos que, muitas vezes, só se conseguem a médio e longo prazo. Um ano também para algumas escolas se afirmarem como verdadeiras referências. Cabe a cada uma delas essa responsabilidade.
“Saying “yes” to sign language, is saying “yes” to Deaf people, while saying “no” is the same as to say no to Deaf people and their opportunity to enjoy equal citizenship. Recognition of sign language also implies a “yes” to the linguistic and cultural identity of Deaf communities, as culture and identity are part of language”(WFD report "Deaf people and Human Rights", 2009)
Os Deaflympics, são o equivalente aos Jogos Olímpicos, mas só para atletas surdos.
Deixo também o vídeo da cerimónia de abertura, para quem quiser ver como foi:
Soube há dias de uma iniciativa interessante para quem quiser sentir na pele como é o dia-a-dia de uma pessoa com determinadas limitações, a nível sensorial ou motor. É mais uma vez a questão das acessibilidades. Este é um projecto, entre muitos outros, que visa sensibilizar a sociedade para esta problemática.
Penso com os olhos e com os ouvidos
Realiza-se já na próxima semana, no dia 8 de Setembro, a Conferência Internacional "Sign Languages around the world". Esta conferência terá lugar em Lisboa, no Auditório 1 da Universidade Católica Portuguesa. Terá entrada livre e contará com a presença de nomes de referência, tais como Alexandre Castro Caldas, Wendy Sandler, Ronice Muller de Quadros, Diane Lillo Martin, Deborah Chen Pichler, Sandra de Faria, Ana Mineiro, Maria Vânia Nunes e Paulo V. de Carvalho. Serão abordadas várias questões relacionadas com a investigação em Língua Gestual, nomeadamente os mecanismos cerebrais para a LG, projectos de e-learning e o ensino da língua gestual como segunda língua.
Nos dias 9 e 10 de Setembro, há um workshop sobre "Signwriting" (9-18h), para quem quiser aprofundar os seus conhecimentos sobre este sistema de escrita, que está a ganhar cada vez mais impacto.
Para ambos os programas é necessária uma inscrição prévia. Está assegurada tradução simultânea em Língua Gestual Portuguesa.
O programa da conferência e o formulário de inscrição estão disponíveis no site da Universidade Católica Portuguesa, Instituto de Ciências da Saúde:
Continuando a falar de acessibilidades, gostaria de me centrar na surdez e mais especificamente na questão do acesso à informação. Esta é uma das muitas reivindicações das Comunidades Surdas, nomeadamente da portuguesa. Num artigo publicado em 2006, Helder Duarte e Maria José Almeida falam desta temática e do que tem sido feito no nosso país relativamente às televisões:
Por vezes, nas nossas vidas, deparamo-nos com obstáculos que nos parecem insignificantes, e muitas vezes basta um pequeno gesto, um pouco de cimento para construir a rampa que poderá fazer toda a diferença…
Todos nós, como cidadãos do mundo, devíamos parar para pensar que nos pode acontecer algo de repente: ficar paralisado, cego, surdo, e depois… onde estão as condições acessíveis? Só depois do acontecimento é que a pessoa acidentada sente as verdadeiras barreiras, os derradeiros obstáculos, que por muito pequenos que sejam tornam-se num verdadeiro inferno!
Nesse sentido, devemos sensibilizar todos os seres-humanos para pensarem um pouco, porque, como muita gente diz, “mais vale prevenir do que remediar…” e não podemos voltar atrás pois a vida só tem um sentido! Por isso a acessibilidade deve ser OBRIGATORIA em todas as áreas. Nalguns casos a lei já prevê este tipo de situações, mas factores externos levam ao não cumprimento desta.
Urge pois moldar as mentalidades das pessoas, tentar lutar, demonstrar cada vez mais que a população mundial está a ficar envelhecida e, por isso, devemos ajudar a melhorar a qualidade de vida destas pessoas, tentando não impor barreiras. Penso que temos que tornar viável todo o tipo de projectos, não podendo estes ser considerados como um mero complemento. A questão não pode ser avaliada apenas porque alguns julgam “não ser necessário”. Basta pensar em nós próprios… De repente acontece qualquer coisa, e ficamos a pensar…. Porque é que não construí aquele complemento que falta?!
David Fonseca
Estamos de regresso ao trabalho e a este blogue para continuarmos a divulgar, a debater, a trocar ideias e experiências sobre a surdez.
Em 2005 alguns docentes surdos e ouvintes do IJRP (infelizmente, hoje, CEDJRP- enfim, modernices...) sentiram a necessidade de criar uma unidade de investigação com o grande objectivo de dar resposta a alguns problemas que existiam e existem na educação das crianças e jovens surdos. As principais linhas de investigação têm sido a criação de glossários em LGP, materiais didácticos para todas as dísciplinas curriculares desde o 1ºciclo até ao ensino secundário e o projecto de acessibilidade da pessoa surda aos serviços públicos.
Embora a falta de apoio financeiro e logístico tenha sido uma realidade, teimosamente, esta unidade tem subsistido ao longo destes anos graças à persistência dos docentes surdos e ouvintes e graças aos alunos surdos do Instituto que muito nos têm apoiado e incentivado no desenvolvimento destes projectos.
A partir de 2008 a direcção da Casa Pia de Lisboa decidiu (e bem) investir mais no desenvolvimento destes projectos. Assim, no ano transacto concluímos um dos projectos- a realização de um DVD interactivo com visita virtual em LGP ao museu do Centro Cultural Casapiano, projecto apresentado à Sra. Secretária de Estado da Cultura que nos assegurou que este projecto não seria esquecido e que poderia ser alargado a vários serviços públicos (a ver...).
Presentemente, temos como prioridade a conclusão dos glossários em LGP para todas as dísciplinas curriculares para o 5º ano e a criação de um manual em LGP para a dísciplina de Estudo do Meio.
Em vários seminários e congressos nacionais tenho vindo a sugerir uma maior articulação a nível nacional entre as escolas de surdos para que estes glossários, materiais didácticos e outros materiais que são desenvolvidos nas escolas não fiquem reduzidos a uma utilização local, no entanto, não temos vindo a conseguir criar um espaço nacional onde possamos partilhar as nossas investigações e preocupações (que são muitas...) relativamente ao ensino de surdos, talvez este blog seja um começo...

Até Breve,
Paulo Vaz de Carvalho
Pois é, meus caros, foi o céu enquanto durou, mas acabou-se o descanso, o remanso, o ripanço...
Apresentados ao serviço, não faltam por aí motivos de interesse relacionados com a educação dos surdos. Aqui vai uma chamada de atenção para dois:
No fim-de-semana (4 e 5 de Setembro) decorre em Lisboa, no CCB, a Conferência Internacional Educação Inclusiva - Impacto dos Referenciais Internacionais nas Políticas, nas Práticas e na Formação, organizada pela DGIDC, que tem interpretação em LGP. Nela será entregue aos participantes a brochura Educação Bilingue de Alunos Surdos - Manual de apoio à prática, uma edição DGIDC/DSEEASE, da autoria de Dina Almeida, Inês Filipe, Marta Morgado e deste vosso escriba.
Gripe A - Com a colaboração essencial da Associação de Surdos do Porto (obrigado, Alexandra Perry; obrigado, Ângelo Costa), a DREN produziu um vídeo em LGP com a informação e recomendações oficiais da Direcção-Geral de Saúde para as escolas. Para que os surdos (docentes, alunos, familiares) possam ter acesso, em igualdade de circunstâncias, à informação sobre a epidemia que preocupa a todos. Já está disponível no sítio da DREN, em http://w3.dren.min-edu.pt/.
É o chavão costumeiro, encerramos para férias do pessoal, que já vai sendo tempo.
A Associação de Surdos da Alta Estremadura (ASAE) é uma associação sem fins lucrativos, que apesar de ter a sua sede em Leiria, abrange também áreas como a Batalha, Porto de Mós, Ourém, Marinha Grande e Pombal.
Há alguns dias, quando li que Nigel Howard, o dinamizador da “Deafhood workshop”, era um intérprete surdo, fiquei intrigada. No início ainda me questionei se não seria um engano ele ser intérprete, ou se, sendo ele intérprete não seria ouvinte.
Em 1987, o Parlamento Europeu, através do documento A2-302/87, fez um apelo aos governos dos Estados membros para que fossem reconhecidas as Línguas Gestuais e para que a Língua Gestual de cada país passasse a fazer parte integrante da educação de surdos. Isso conduziu à criação em Portugal de uma equipa de 16 elementos para organizar o Gestuário de Língua Gestual Portuguesa. Dessa equipa faziam parte representantes de várias instituições e associações de surdos/ intérpretes. O projecto foi coordenado por António Vieira Ferreira, tendo por adjunto Adalberto Fernandes, técnico da Divisão de Estudos Técnicos do SNR.
Começam amanhã, no CED Jacob Rodrigues Pereira, as workshops sobre “Deafhood”, promovidas pela Associação Portuguesa de Surdos. Este é um conceito criado por Paddy Ladd, em 2003, e que deu origem a um movimento de consciencialização da cultura e identidade surdas, na mesma linha do “Deaf Awareness” e do “Deaf Pride”.
Tomando como referência um artigo publicado por Maria Augusta Amaral e Amândio Coutinho em 2005, “Inovação, teoria e prática no ensino bilingue de crianças surdas”, vou tentar falar um pouco sobre o processo de aquisição do Português como segunda língua.
"Ensinar exige mais do que teorias, exige a convicção de que a mudança é possível”( Paulo Freire, 1997).
Vou falar hoje de uma comunicação apresentada por uma investigadora brasileira, Thereza Cristina Bastos, da Universidade Federal da Bahia, no Congresso da Univ. Fernando Pessoa.
Começou hoje o I Congresso Internacional Família, Escola e Sociedade “Educação Especial”. O Congresso apresenta um pormenor interessante, que é o facto de existirem muitos investigadores da área da Surdez. São muitas as comunicações nesta área, mesmo quando à partida, o título das mesmas não o faz supor.
Nos dias 9, 10 e 11 de Julho terá lugar na Universidade Fernando Pessoa, no Porto, o I Congresso Internacional Família, Escola e Sociedade “Educação Especial”. Este Congresso visa constituir-se como uma oportunidade de apresentação de resultados de trabalhos realizados e em curso por investigadores nacionais e estrangeiros e, em simultâneo, como espaço de reflexão por parte dos agentes educativos que, no quotidiano, intervêm em contextos de Educação Especial.
“Sendo uno e plural, o homem acaba por ser também fractal. É no corpo-todo que o corpo-fragmento se significa e assume a sua autonomia, a sua diferença" (Cunha e Silva, 1999).
Maalouf, Amin (1998) As Identidades Assassinas. Lisboa: Difel.
Já abordei neste blogue o papel e as funções de alguns profissionais que trabalham com alunos surdos. Hoje vou falar dos professores do ensino regular. Há um testemunho que uma vez li de que nunca me esqueci. Refere-se a um professor norte-americano, que fala da sua primeira experiência com uma turma de surdos. Ele era professor de História e não sabia língua gestual:
É tempo de férias, mas o contacto não deve perder-se. É por isso importante a promoção de espaços e momentos de convívio entre surdos e ouvintes. Não só aqueles ouvintes que profissionalmente estão ligados aos surdos, como os intérpretes e os docentes de Educação Especial, mas todos aqueles que queiram conhecer melhor a comunidade surda. Penso que seria muito interessante que pais ouvintes com crianças surdas fossem também a estes encontros, para que vivências e experiências pudessem ser partilhadas por todos.
Estou por isso a divulgar aqui um convívio que vai ter lugar na Quinta do Gatão, em Penafiel, no dia 18 de Julho de 2009 e que é promovido pela Associação de Surdos do Porto, em colaboração com a turma do 3º ano do Curso de Tradutores Intérpretes de Língua Gestual Portuguesa da Escola Superior de Educação do Porto. As inscrições terminam já no dia 30 de Junho.
Neste Encontro, há actividades para todas as idades. O programa é o seguinte:
9:30 Boas vindas
Visita guiada à quinta
10:00 - 10:30 Jogos de dinâmica de apresentação e warm-up
10:30 - 10:45 Distribuição de lanche
10:45 - 14:00 Desportos radicais
- slide
- paralelas
- pontes himalaias
14:30 - 16:00 Almoço (Churrasco)
16:00 Actividades:
- Teatro da Associação de Surdos do Porto
- Expressão dramática
- Grupo Hip Hop Vibrações
- Anedotas
18:30 Encerramento
Existem ainda outras actividades extra:
- Bilhar
- Ping Pong
- Piscina
- Espaço infantil
Aconselha-se levar roupa desportiva e sapatilhas, uma muda de roupa, calções de banho/bikini, toalhas, boné e boa disposição.
O transporte é grátis. Sai uma camioneta às 8h30 da Praça das Flores, em frente ao Centro de Convívio da ASPorto.
Inscrições e informações:
asurdosporto@asurdosporto.org.pt
Ver cartaz:
Encontra-se em aberto até 25 de Junho o período de apresentação de candidaturas para o Mestrado (curso de 2º ciclo) em Ciências da Educação, Domínio de Educação e Surdez, na Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto.
Este curso tem como objectivos:
- Proporcionar, no âmbito da Universidade do Porto, uma oferta de formação pós-graduada e especializada em Ciências da Educação, que permita problematizar, numa perspectiva complexa e crítica, questões relacionadas com a surdez e a educação de surdos, bem como perspectivar modos de acção e de investigação nesta área.
- Proporcionar conhecimentos e competências aprofundadas sobre métodos e técnicas de intervenção que permitam desenvolver modelos e dispositivos adequados para uma educação bilingue dos alunos surdos.
- Proporcionar conhecimentos aprofundados sobre métodos e técnicas de investigação que permitam desenvolver a investigação em educação.
- Formar profissionais para o exercício autónomo da formação, da gestão, da direcção, da avaliação, da mediação e da consultadoria no campo da educação de surdos.
Os destinatários são licenciados em Ciências da Educação, Ciências Sociais e Humanas, ou outras licenciaturas.
Aos estudantes surdos que venham a ingressar no curso, está assegurado o direito à tradução/ interpretação simultânea das aulas em LGP, bem como outros apoios que possam vir a ser considerados necessários.
Todas as informações necessárias, nomeadamente em relação às vagas, formalização da candidatura e propinas, encontram-se disponíveis no site da FPCEUP: